Tuesday, February 9, 2010

Science Museum of Minnesota and Cosseta

Depois de muito tempo sem postar voltarei a postar regularmente e vou tentar terminar a viagem dos EUA até o final desse mês.

Após ter ido reclamar o meu paycheck para receber o salário ao qual tinha direito, tivemos mais um dia de day off, como sempre, todas às quartas feiras, dessa vez o passeio já estava programado e seria uma ida até Minneapolis (capital de Minnesota) para irmos visitar o Science Museum of Minnesota. Geralmente quem nos leva para esses tipos de passeio é a Amy, mulher do dono do Afton Alps. Como fomos todos os intercambistas foram duas vans cheias, ficaram de nos pegar as 10 da manhã da quarta feira. Levamos aqueles aproximados 60 minutos para chegar à Minneapolis.

Science Museum of Minnesota
Entrada

Mostrei pro pessoal onde está o ponto mais importante do planeta, hehehhe

Lá compramos ingresso para uma espécie de supercinema (OMNI Theather), cara, é impressionante, a tela cobre todo o seu campo de visão, logo ela não é plana, é mais ou menos numa forma de cúpula.

Entrando no cinema

Na verdade não assistimos um filme, mas sim um documentário chamado "Great Lakes", falando sobre o famoso conjunto de cinco lagos da América do Norte, entre os EUA e o Canadá. Os grandes lagos são o maior grupo de lagos de água doce do mundo. Se somados, a área equivalente é aproximada a do estado de São Paulo. Inclusive Minnesota é um dos estados norte americanos que abrange uma parte dos lagos, chamada não por acaso de "Terra dos 10.000 Lagos", devido a grande quantidade de lagos e lagoas em todo o estado. Abaixo um vídeo durante o filme (o que era proibido!).



Mas no final das contas nem sei direito o que se passou no filme, primeiro por ficar tentado filmar discretamente e contemplar todo aquela tela, segundo porque meu inglês não é tão bom a ponto de entender perfeitamente um filme.

Após o filme pagamos para visitar o Museu de Ciências (foi barato, um total US$ 14 pela visita mais o cinema), que abrangia 4 andares. Abaixo algumas fotos da visita.

Apresentador de telejornal

Agora no ar

Barco na varanda

Cabine do marinheiro

Varanda fechada para o inverno, que pena...

E lá do lado de fora...

... impressionante, parece que estamos vendo umas casa, mas são barcos! O rio está totalmente congelado!
Ponte intransitável por baixo

Muito da hora, só o desenho das ruas em contraste com o branco da neve

Cara, olha o tamanho das "casinhas", provavelmente devem morar várias famílias

Dinossauros
A força que você faz na alavanca tem que ser semelhante à que o próprio dinossauro faz para conseguir abrir a boca dele, ou seja, impossível abrir mais do que isso


The Earth

Esse bichinho é grande

Aqui foi interessante, havia um aparato que cria um mini tornado como o da foto, abaixo um vídeo:



Quando terminamos a visita fomos procurar um lugar para almoçar, olhei os preços dentro do Museu, como não eram baratos preferi comer em outro lugar, a Amy marcou com todo mundo de se encontrar na frente do museu às 3 horas, até lá poderíamos fazer que quiser, almoçar no museu, andar pela cidade, etc.

Eu falei com o Sérgio e o Rodrigo e fomos pra rua pra ver o que dava pra fazer, perguntar pra alguém onde havia mais opções de almoço. Cara, quando descemos vimos um táxi, a gente o parou e perguntou se ele conhecia um lugar bom e barato, ele explicou um caminho, segue o diálogo:
- É longe para ir andando?
- Mais ou menos... deve dar uns 10 minutos de caminhada... quer saber, entrem ae no carro, eu deixo vocês ali na frente
Éguas, mas é lógico que eu não queria pagar táxi, melhor ter certeza do que ele falou:
- Cara, mas a gente tá com pouco dinheiro...
- Não tem problema não, pode entrar que é rápido, não vou cobrar nada

What??? Cara, eu nunca tinha pego um táxi de graça antes, ele nos deixou no Cosseta, um restaurante italiano que ele recomendou.


Acho da hora esses restaurantes bem arrumado, com um tom temático, lá vendia muitas massas, como vários spaghettis e pizza. Olha o preço daqui, olha de lá, um pedaço de pizza bem grande custava US$ 3,50 eu e o Sérgio pensamos, porque não comprar logo uma pizza inteira por US$ 16 ?? Foi o que a gente fez, pena que com as taxas infames no final das contas saiu por pouco mais de US$ 17. O Rodrigo preferiu um spaghetti.



Os caras preparando nossa pizza lá embaixo


Cara, quando chegou a pizza a parada era grande mesmo, e éramos só eu e o Sérgio! Eu tava morrendo de fome, mas não teve jeito, tive que levar um quarto da minha metade para casa.

É cada almoço saudável...

Voltando para casa tiramos uma foto que depois fui ver que é em frente ao Xcel Energy Center, nem imaginaria que voltaria ali para assistir a um jogo...

Ponto de ônibus, num frio desses é meio complicado ficar parado esperando o ônibus chegar, pelo menos tem esse lugar fechado para não pegar vento

Thursday, February 4, 2010

Turistando em São Luís do Maranhão

Há duas semanas um amigo meu veio passar uns dias aqui na minha casa em São Luís, ele já é um velho conhecido do blog, o Sérgio. Engraçado como quando moramos na cidade muitas vezes deixamos de visitar os lugares que os turistas vêm aqui só para ver, lembrei como conheço tão pouco a minha cidade. Outro fato é que eu praticamente não tenho fotos aqui em São Luís. Daí resolvi me fazer de turista e bati umas fotos com o Sérgio por aqui. Seguem algumas fotos e comentários.
Eu e o Sérgio no Wang Park (na estrada para São José de Ribamar, outra cidade na ilha de São Luís)

Um dos dias dedicamos uma visita ao centro histórico, onde há cerca de 2500 imóveis tombados pelo patrimônio histórico estadual. Parte do centro também foi declarado patrimônio mundial em 1997. Lá podemos ver muitos casarões antigos, alguns ainda com azulejos originais do século XIX. Interessante o calçamento ainda de pedra e as escadarias entre algumas ruas.

Casarões com muitos azulejos característicos do Centro Histórico, na Rua Portugal, uma das principais

Ao final da rua uma escadaria. É, nem querendo dá pra andar de carro por aqui

Engraçado o que fizeram com esse resto de concreto, colocaram uma lata de tinta com capacete e camisa, heauehuae

Rua da Estrela

Sérgio feliz da vida ao conhecer o bacuri

Cara, olha isso, essa cana ae vem junto com um caranguejo, parece até que o bicho tá é mergulhado em formol (mercado central)

Visita à Cafúa (antigo mercado de escravos, os mesmos desembarcavam em São Luís e ficavam na cafúa, onde logo após eram leiloados)

Em frente a Cafúa, repare nas janelas...

... olha que absurdo o tamanho delas, único meio de comunicação e respiração ao qual os escravos tinham direito, lembrando ainda o calor de todo dia nessa ilha

Réplica de um pelourinho dentro da Cafúa, porque pelourinho original só existem dois, em Salvador e em Alcântara, interior do Maranhão

Documento original de 1872, um recibo de compra de escravos!!

Convento das Mercês (construído em 1654 e inaugurado pelo padre Antônio Vieira, onde funcionava a sede do antigo Convento da Ordem dos Mercedários)

Hoje "Fundação da Memória Republicana", apenas um reduto de documentos pertencentes à Sarney...

... inclusive o carro de presidente da república usado por ele

Continuando nossa caminhada fomos à Rua Grande, a "25 de Março" de São Luís

Sérgio em seus momentos de fama. É fato que é muito díficil encontrar alguém com feições orientais aqui em São Luís, logo um japonês como o Sérgio é um prato cheio pros curiosos. Essa hora foi engraçada, estávamos andando pela Rua Grande, eu Sérgio e meu irmão, Claudio Augusto, de repente passa um cara e fala: "Olha filho, um chinês!" heuaheuaeauhe (interessante a maior influência hoje da China do que do Japão), daí ele parou o Sérgio e perguntou se ele não poderia tirar uma foto com o filho dele, pois aí está

E pra finalizar com chave de ouro uma bela foto que o Sérgio tirou na volta da ponte José Sarney, ou como preferimos chamar por aqui, ponte do São Francisco

Monday, January 4, 2010

Dubai inaugura o maior edifício do mundo

Trechos da reportagem do UOL - DUBAI, 4 Jan 2010 (AFP)

Dubai inaugurou nesta segunda-feira o arranha-céu mais alto do mundo com o objetivo de superar os limites da arquitetura e também fazer um resgate de sua imagem, ofuscada pela recente crise de sua dívida financeira. Fogos de artifício, fontes musicais, espetáculos de luz e som: o emirado não poupou esforços para maravilhar os 6.000 convidados à cerimônia de inauguração da torre.
A torre de vidro de 160 andares e 828 metros de altura que utilizou 330.000 m3 de concreto e 31.400 toneladas de barras de ferros, se ergue entre o deserto e o mar como um ícone arquitetônico visível a 95 km de distância.
Para o arquiteto Bill Bajer, engenheiro civil e sócio da Skidmor, Owing and Merrill, Burj Dubai se converterá num novo referencial. "Aprendemos muito com o Burj Dubai. Acho que agora poderíamos construir com facilidade uma torre de um quilômetro. Somos otimistas sobre a possibilidade de ir mais alto. É, sem dúvida, um novo ponto de referência", afirmou à AFP. "Ao conseguir o contrato, achávamos que bateríamos por pouco o recorde da Torre de Taipé (508 metros). Mas nosso cliente (a Emaar Properties) nos pedia a toda hora para ser mais alto, sem nos dar limite. Conseguimos adaptar a estrutura, como se afinássemos um instrumento musical", explicou.
Burj Dubai, que dispõe de mais de 1.000 apartamentos, escritórios e um luxuoso hotel Armani, é o elemento central de um gigantesco projeto de 20 bilhões de dólares, o novo bairro "Downtown Burj Dubai", que inclui 30.000 apartamentos e o maior centro comercial do mundo.
O Burj Dubai pode ser, segundo alguns observadores, o último dos faraônicos projetos pelos quais Dubai ganhou fama mundial, incluindo uma ilha artificial em forma de palmeira construída pelo gigante da construção Nakheel, em função das dificuldades financeiras do emirado. A Nakheel é uma filial do conglomerado Dubai World que pediu uma moratória sobre uma dívida de vários milhões de dólares. Mas, segundo Efstathiou, Burj Dubai manterá seu recorde mundial durante uma década, dado que os outros projetos provavelmente deverão ser adiados por causa da crise econômica mundial.


Depois encontrei na internet fotos impressionantes do Burj Dubai, datadas de 2008 quando a torre ainda tinha 688 metros, tiradas de um helicóptero.




Sunday, December 6, 2009

Como nosso mundo é pequeno...

Vídeo impressionante mostrando em escala o tamanho dos maiores astros do universo, começando pela nossa Lua.

Monday, November 30, 2009

Finalmente recebendo salário de verdade

Depois do famoso dia 22 de dezembro, dia do "paycheck pegadinha" era chegada a hora de finalmente encher o bolso com alguns dólares! Dia 5 de janeiro era a data do segundo paycheck, e dessa vez eu não poderia novamente receber um paycheck em branco, cara, eu já tava louco pra receber algum dinheiro, iria fazer quase um mês que eu estava nos EUA e ainda não tinha recebido um centavo!

Fui novamente ao Alps Office ávido por cifras, calculava que deveria receber pouco mais de US$ 300, pouco, já que para esse paycheck ainda seriam descontados alguns dias de hotel. Paycheck na mão, agora era abrir e aí seria só alegria. Cara, qual não foi minha raiva ao olhar que me sabotaram novamente no pagamento, onde constava que eu tinha a receber apenas míseros US$ 183 ??? Tá de sacanagem né? De US$ 600 acumulados devido às horas de trabalho sobraram somente 183? Na mesma hora peguei uma calculadora e comecei a fazer todas as contas que já tinha feita, agora conferindo com os pagamentos debitados do total no paycheck. E lá estava a malandragem, os caras estavam debitando absurdos 321 dólares de hotel, é lógico que estava errado, não fiquei todo esse tempo lá, além disso estavam cobrando novamente o transporte que eu já havia pago no paycheck anterior. Mas nada de desespero, perguntei onde poderia reclamar do pagamento do meu paycheck e esperei a hora pra ir falar com a secretária responsável pelos pagamentos.
Segundo paycheck

Detalhe do absurdo que foi cobrado de housing (hotel) e o pouco que sobrou

Depois de uns 15 minutos de conversa durante o qual expliquei devidamente os erros, a mulher começou a fazer umas contas, depois começou a errar, ficou meio confusa, parou e achou melhor que eu deixasse o paycheck com ela com as datas de hospedagem e transporte que ela iria fazer a conta com mais calma e eu poderia voltar no dia seguinte. Beleza, contato que ela fizesse as contas certas e me desse o dinheiro correto tava tudo bem, caso contrário a gente resolvia na porrada, heuaehuahe.

No outro dia apareci lá novamente e já estava tudo corrigido. Faltavam US$ 126,54 dólares no meu paycheck! Absurdo, imagina se eu não vou lá reclamar? Eu fiquei com o paycheck no valor errado de 183 dólares e ela me deu um cheque no valor da correção. Agora sim, no total eu havia recebido US$ 309,60. E acabava por aqui também os paychecks magros, já que os próximos seriam bem mais gordos devido a eu não ter que pagar mais o hotel.

Total de dólares que estavam sendo roubados, só porque a gente vem do Maranhão os outros acham que é fácil enganar, heuaehueh

E em casa recebi uma notícia boa. O Mike, um amigo nosso que também trabalhava no Afton, disse que um amigo dele estava mudando de casa e iria se desfazer de algumas coisas, como uns sofás, mas se desfazer é literalmente jogar fora. Ele perguntou se a gente não queria ficar com algumas coisas, opa é lógico, nossa casa não tem nada mesmo. Ele disse que precisava de ajuda, pois ele arranjava um carro mas precisava carregar os sófas. No final das contas não sei quem o ajudou, eu não pude ir porque iria trabalhar no horário que ele iria trazer as coisas. Sei que cheguei no outro dia a noite e a sala estava com mobílias novas, ele trouxe dois sófas e duas cadeiras de descanso.

Sala cheia!

Eu, Sérgio e Kátia no dia

Duas cadeiras novas na sala e enchemos os colchões comprados no Walmart (com os próprios pulmões, um sábio amigo meu comprou uma bomba, só esqueceu de ler na embalagem que essa bomba só funcionava ligado a um carro, bom, já que compramos a bomba agora só faltava comprar o carro né?)

Até então essa era a minha cama no meu quarto

Engraçado também que só nesse dia eu fui conhecer o porão da nossa casa, porquê? Eu precisava lavar roupa, hehehhe. Cara, muito da hora, é muito grande o porão, lá ficam as máquinas de lavar e secar e todo o sistema de refrigeração da casa, imagina só quanto não custa ter aquele monte de máquina lá pra garantir aquecimento 24 horas pra casa? Pra falar a verdade nunca tinha visto uma casa que tivesse porão até então. E só pra relembrar, cara, multiplicando esse porão da nossa casa por 2 já é maior do que o porão onde viviam aqueles meus amigos em 9 pessoas, absurdo! Nossa casa era muito luxo perto do porão onde eles moravam. Abaixo um vídeo que o Rodrigo fez do porão.


Nesse mesmo dia também fomos a uma festa numa cidade vizinha, River Falls, na casa de uma amiga nossa que era nossa surpevisora no Afton, a Ashley. Cara, o basement (porão) da casa era muito loko, que cafofo da hora, todo cheio de luzes e pichações nas paredes, e um som animal também, esse porão era só pra fazer festa mesmo, já que o som lá embaixo não incomodava os vizinhos.

In the basement

Esse porão tinha uma decoração única mesmo, hehhehe

Tuesday, November 24, 2009

A tecnologia em 2019 - perspectiva da Microsoft



Thursday, November 19, 2009

Rio Mississipi congelado!

Depois dos primeiros dias de janeiro o trabalho começou a ficar mais sossegado, menos doubles, mais descanso e snowboard. Um dia fui trabalhar de manhã e voltei de tarde pra casa. Eu e o Rodrigo resolvemos ir até a ponte da cidade dar uma volta e tirar umas fotos do rio Mississipi que estava praticamente todo congelado. Cara, não precisa dizer que estava muito frio, janeiro e fevereiro são os meses mais frios do ano. A temperatura normal durante o dia que eu lembre era aproximadamente -10 graus Celsius!

Preparativos pra uma simples caminhada de 10 minutos até a ponte:
1. Calça jeans
2. Calça de neve
3. Meia
4. Bota
5. Camisa
6. Casaco
7. Casaco maior por cima
8. Luva
9. Gorro
10. Face mask (a máscara pra cobrir o rosto)
Ufa, só os olhos ficavam do lado de fora, rapaz, nunca imaginei que eu iria pra um lugar tão frio pra me vestir desse jeito e imagina o tempo que eu não perdia só pra colocar esse tanto de roupa. Como já era quase noite a temperatura estava em torno de -15 graus Celsius. Abaixo várias fotos e um vídeo.

No caminho, olha a situação da escada, quase não dá pra enxergar


Rio Mississipi ainda em dezembro...

...e praticamente todo congelado em janeiro

Amontoado de neve, parece a areia nas praias da Litorânea quando invadem a pista em São Luís

Pronto pra assaltar o estabelecimento mais próximo, hehehhe

Pôr do sol, detalhe são 4:55 da tarde!!

Neve cobrindo as plantas

Chegando à ponte

Da direita pra mais longe da ponte, o rio estava completamente congelado tanto é que...

...podemos ver nessa foto uns pontinhos lá no fundo em cima do rio, o que será?

Rapaz, são um monte de carros e casinhas onde os caras estavam simplesmente fazendo Ice Fishing! Eu achava que isso era coisa que só acontecia nos pólos, mas não, é muito comum no inverno em Minnesota, fiquei imaginando um maranhense pescando no gelo, agora isso era uma das coisas que eu mais queria fazer

E aí, achava que era só o maranhense aqui que tava morrendo de frio? Que nada, olha a situação do Rodrigo ae, heuaheuah

E pra finalizar um vídeo, que ficou pequeno porque a bateria da minha máquina acabou.